Vacinação em aves de corte

Programas de vacinação para frangos de corte não são utilizados com freqüência uma vez que o ciclo de vida de um lote é curto. No entanto, todas as aves devem ser vacinadas contra a doença de Marek no primeiro dia de vida. Em frangos de corte, as principais viroses que podem ser controladas através de vacinação são: a doença de Marek, a doença de Gumboro, doença de Newcastle, bronquite infecciosa das aves e varíola aviária. O controle da coccidiose deve ser feito pela vacinação na primeira semana de vida das aves ou pela adição de quimioterápicos na ração durante o período de cria e recria.
   
A vacinação incorreta ou inadequada pode ser tão prejudicial quanto não vacinar. Para que seja realizada com sucesso é necessário planejá-la com antecedência, observar o prazo de validade das vacinas, manejá-las corretamente quanto à via de aplicação, diluição, conservação (conservá-las a 4ºC) e evitar a incidência direta do sol na vacina. Recomenda-se vacinar em horários com temperaturas amenas evitando-se estressar excessivamente as aves. Aves doentes não devem ser vacinadas. Todos os aviários devem ter uma ficha de controle com o histórico do lote em que constem informações sobre as vacinações.

A administração de vacinas via água de beber é um método bastante prático para a vacinação de grandes quantidades de aves por exigir menor manipulação. No entanto, está sujeito a erros inerentes à preparação e  administração devendo ser observados os seguintes cuidados:



Cuidados antes da vacinação
•  Planejar a vacinação com antecedência e seguir corretamente o cronograma de vacinação estabelecido pelo médico veterinário.

•  Observar o prazo de validade das vacinas e manejá-las corretamente quanto à diluição, a via de aplicação e conservação.

•  Conservar as vacinas ao abrigo da luz e calor e atender as prescrições do fabricante quanto às temperaturas e modo de conservação.

•  Vacinar somente aves sãs e evitar assustá-las.

•  As vacinas devem ser preparadas exclusivamente no momento de seu uso e serem administradas até duas horas após terem sido reconstituídas.

•  Verificar a disponibilidade de bebedouros, em número suficiente, para que ao menos dois terços (2/3) da aves tenham acesso á vacina ao mesmo tempo.

•  Lavar encanamentos e os bebedouros, eliminando toda sujidade, excrementos e limo, com água pura, sem usar desinfetantes ou medicamentos.

•  Retirar desinfetantes (Cloro) e medicamentos da água de bebida no mínimo 24 horas antes da vacinação.

•  Vacinar em horários com temperaturas amenas, especialmente pela manhã.

•  Para estimular a sede nas aves e reduzir o tempo de consumo da água com a vacina, aplicar o artifício chamado “jejum hídrico” (corte no fornecimento de água para as aves antes da aplicação da vacina).

•  De acordo com a temperatura ambiente recomenda-se o corte de disponibilidade da água, com uma hora (em clima quente) ou duas horas (em temperatura amena), antes da vacinação.

Cuidados durante a vacinação

•  Não utilizar recipientes de metal para preparar ou distribuir a vacina. Utilizar somente recipientes plásticos.

•  A adição de dois gramas de leite em pó desnatado por litro de água antes da diluição da vacina (2g/Litro água) ou pastilhas inativadoras de cloro, que são formas para estabilizar e proteger a solução vacinal do choque físico causado pela diluição do vírus numa grande quantidade de água.


•  Reconstituir o conteúdo do frasco com a vacina seca em um recipiente menor, com água sem cloro ou qualquer outro desinfetante nem medicamentos agitando-o suavemente .


•  Adicionar a vacina reconstituída ao volume total de água , evitando fazê-lo diretamente na caixa d’água.

 •  Distribuir a água com a vacina reconstituída e diluída corretamente nos bebedouros .

 •  A quantidade de água para diluir a vacina a ser preparada varia em função da idade das aves e a temperatura ambiente no momento da vacinação .

•  Toda a água contendo a vacina deve ser consumida no máximo duas horas após a administração observando-se que todas as aves tenham tido acesso.
Cuidados após a vacinação


•  Fornecer água, sem desinfetante imediatamente após o término da vacinação e somente 24 horas após recolocar o desinfetante.
•  Não armazenar a vacina após o frasco ter sido aberto.
•  Após a vacinação proceder à destruição e incineração dos frascos e qualquer conteúdo não utilizado.
•  No caso de quebra do frasco de vacina viva, desinfetar imediatamente o local e depositar os detritos em local apropriado.
•  Usar todo o conteúdo do frasco de vacina e queimar o recipiente e todo o conteúdo não utilizado.
•  Observar o período de carência da vacina, para consumo de aves e ovos, conforme as orientações do fabricante.
•  Todo e qualquer medicamento, inclusive as vacinas, devem ser mantidas fora do alcance de crianças e animais domésticos.
•  Todos os aviários devem ter uma ficha de acompanhamento técnico do lote.

Fonte :"Como e porque vacinar matrizes,frangos e poedeiras"- www.cnpsa.embrapa.br
Fotos: Fátima R. F. Jaenisch

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