Rinotraqueíte Infecciosa Bovina

A Rinotraqueíte Infecciosa Bovina é uma doença viral causada pelo herpesvírus bovino tipo 1 (BHV-1). A IBR possui distribuição mundial e infecta bovinos e alguns ruminantes selvagens. O diagnóstico é feito através do isolamento do agente e sorologia. Essa virose está presente em plantéis bovinos de praticamente todo o mundo. A taxa de animais positivos varia muito de uma região para outra, dependendo também do tipo de exploração pecuária realizado na propriedade (confinamento, extensiva, leiteira e corte). Quanto maior o contato entre os animais, maior é o contágio.No Brasil, os levantamentos sorológicos já mostram uma frequência alta nos rebanhos, tanto de leite como de carne.
A principal fonte de contágio são gotículas expelidas pela tosse, secreções nasais, oculares, vaginais, sêmen e líquidos e tecidos fetais. Pode ser transmitido por aerossol, monta natural, inseminação artificial e contato vulva-focinho. Como todo herpesvírus, o vírus da IBR permanece latente nos animais que se recuperam da doença, que poderão voltar a eliminar o vírus no ambiente e podem apresentar novamente os sintomas em casos de diminuição da resistência (causada por estresse, transporte, infestação parasitária e outras doenças, parto...). Isso é chamado de reativação viral. A forma mais comum de contágio em rebanhos livres é à entrada de animais com o vírus na forma latente.
A vacinação contra a Rinotraqueíte Infecciosa Bovina é no momento a melhor opção para reverter os prejuízos causados por esta doença. Há disponíveis diferentes tipos de vacinas que serão aplicadas uma vez realizado o diagnóstico clínico-laboratorial ou a partir de um programa sanitário pré-estabelecido. A imunidade passiva de anticorpos maternos transmitidos através do colostro fornece resistência ao bezerro durante os primeiros 30 a 45 dias. Logo são necessárias a vacinação e revacinação para elevar o nível de anticorpos acima do nível de desafio. Às vezes, o momento de menor proteção pode coincidir com o de maior desafio, por exemplo, desmame precoce.
A recomendação de manejo não é somente aumentar a proteção dos animais, mas também diminuir o desafio evitando todas aquelas situações que aumentem o contágio e o estresse. É importante considerar que as vacinas que hoje podemos utilizar não protegem o plantel da infecção, mas sim das manifestações clínicas da doença e de seus prejuízos econômicos.




Referências:
http://www.saudeanimal.com.br/c159.htm
http://www.vallee.com.br/doencas.php/2/58
http://www.agroredenoticias.com.br/textos.aspx?yT+NTSq/Q3SYbKe87qBKPg

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Vacinação contra influenza eqüina

       A influenza eqüina é uma doença viral altamente contagiosa, sendo em muitos países considerada a enfermidade respiratória mais importante da espécie. Afeta eqüídeos de forma geral, não se conhecendo predileção por raça ou sexo. Em geral afeta animais de um a três anos, mas podendo também ocorrer em qualquer idade.
Uma característica importante dos vírus da influenza é a capacidade de sofrer mutação antigênica, o que reduz o grau e o período de proteção conferida por infecção anterior ou pela vacinação, pois os anticorpos de reação cruzada são menos eficazes e duráveis do que os anticorpos homólogos no vírus neutralizante. Isso permite ao vírus evitar a neutralização por parte dos anticorpos presentes em determinada população eqüina, podendo assim continuar a infectar animais soropositivos. Isso é causado pelas mutações, sobretudo as que ocorrem nos genes com o código da HA e da NA, provocando alterações na natureza antigênica das glicoproteínas de superfície. Os vírus A/Equi-1 sofrem menos mutações antigênicas, de forma que são mais antigenicamente estáveis e menos patogênicos do que os vírus A/Equi-2 que sofrem intensa mutação antigênica.
A influenza é contraída através da inalação, sendo extremamente contagiosa. O vírus infecta as células epiteliais que envolvem as vias aéreas inferiores e superiores. A hemaglutinina é um componente-chave do vírus, pois permite às partículas virais se fixarem no epitélio e penetrarem na célula. A infecção do epitélio ciliar provoca perda dos cílios num período de 3-4 dias de infecção, o que compromete o mecanismo de depuração mucociliar. Isso predispõe às vias aéreas comprometidas a infecção bacteriana secundária.
É uma doença de início repentino com curto período de incubação de 1-3 dias. Os eqüinos permanecem infectantes por 3-6 dias após os últimos sinais da doença. A propagação é muito rápida, com 100% de morbidade em populações suscetíveis. A taxa de mortalidade geralmente é baixa em casos não complicados, exceto em potros. Potros que não possuem anticorpos maternos apresentam sinais clínicos muito graves de pneumonia viral, que podem levar à morte em 48 horas.
A vacinação contra a influenza eqüina é capaz de reduzir a gravidade da doença e a propagação da infecção. As vacinas comercializadas atualmente são administradas por via intramuscular e contêm antígenos inativados de ambos os tipos de vírus da influenza. Após a infecção natural, a imunidade dura aproximadamente 12 meses.
Recomenda-se a primovacinação com duas doses com um intervalo de 4-6 semanas seguida por uma dose de reforço seis meses mais tarde. Em situações de alto risco, pode ser benéfica a aplicação de uma terceira dose da vacina antes dos 6 meses. O ideal é que os eqüinos sejam monitorados através de exames sorológicos para garantir que responderam bem à vacinação e que os títulos de anticorpos estão em níveis capazes de conferir proteção. Os exames sorológicos também identificam os animais com baixa resposta imunológica que precisariam de mais doses de reforço. Eqüinos jovens devem ser vacinados a cada seis meses e, se participarem de competições regularmente, recomenda-se a vacinação em intervalos de 3-4 meses para oferecer um nível ótimo de proteção.

Nos haras é importante garantir um bom fornecimento de anticorpos no colostro para proteger os potros. De acordo com as orientações do médico veterinário responsável, éguas prenhes podem eventualmente ser estrategicamente vacinadas na fase final de gestação para tanto. Em potros, a vacinação deve ser iniciada aos 04 meses de idade. Não se recomenda a vacinação de eqüinos contra influenza por um período de 7-10 dias antes de eventos ou provas.

O rápido isolamento de todo animal novo em determinada propriedade ou suspeito de infecção é muito importante para restringir a propagação da doença. Os eqüinos que compartilham o mesmo espaço podem ser infectados em questão de horas após a introdução de um animal infectado. A tosse seca persistente que os eqüinos doentes desenvolvem libera grandes quantidades de partículas virais (aerossóis) no ar. O vírus também pode ser transportado pelo vento e infectar eqüinos nas instalações vizinhas. A transmissão do vírus pode ocorrer através do contato com empregados, alojamento e veículos contaminados. O alojamento e os veículos de transporte devem ser totalmente desinfetados antes de serem reutilizados por animais não infectados. Os empregados não devem se locomover entre instalações com animais infectados e instalações isentas dos mesmos. O vírus é muito suscetível à luz solar e a desinfetantes, tal qual hipoclorito de sódio, que é barato e bastante eficaz. O vírus não sobrevive no ambiente por longos períodos a menos que fique protegido por soluções proteináceas (por ex. secreção nasal).


Referências:
http://br.merial.com/criadores_equinos/doencas/influenza/influenza5.asp?id=15
http://www.agromundo.com.br/?p=5193
http://www.agrolink.com.br/vacinas/NoticiaDetalhe.aspx?codNoticia=72834
http://www.abqm.com.br/SecaoTecnica/vacinacao.htm

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Leptospirose bovina

A leptospirose nos bovinos, assim como na maioria dos animais domésticos, é uma
importante zoonose bacteriana associada, principalmente com infertilidade e baixa produção. Os prejuízos econômicos e reprodutivos, principalmente pelos abortos, natimortos e queda na produção de leite. A doença possui difícil diagnóstico pela perda de sinais clínicos característicos  pela dificuldade de diagnóstico; pela complexidade da relação “agente-hospedeiro” e pelas mudanças no padrão de infecção.
A leptospirose é uma infecção/doença causada por uma espiroqueta do gênero Leptospira
spp.

HABITAT
O habitat das leptospiras inclui: água estagnada, solo úmido, matéria orgânica em
decomposição, plantas, animais e o homem. As leptospiras são relativamente inativas,
bioquimicamente. Animais de vida livre no solo, água doce ou do mar, vivendo em associação com hospedeiros. As amostras não saprófitas causam leptospirose, uma zoonose, primariamente infectando animais domésticos e silvestres os quais atuam como reservatórios. O homem pode contrair leptospirose como hospedeiro acidental. As leptospiras e leptospirose ocorrem em todo o mundo.
TRANSMISSÃO
A leptospirose pode ser transmitida de animal para animal e também para o homem. Ratos e
animais silvestres são portadores de Leptospira spp.


Nos roedores e marsupiais, as leptospiras localizam-se nos túbulos renais, podendo ser
eliminadas vivas, através da urina por várias semanas; podem ainda infectar outros animais
domésticos ou o homem. A doença possui um componente econômico importante por prejuízos
diretos e indiretos sobre a produção animal.
O homem pode se infectar pelo contato direto (animais de estimação, exposição direta aos
fluidos e secreções animais, trabalhos em granjas ou matadouros) ou indiretamente, através do  ambiente(água e solo).


A fonte de infecção é o animal infectado que contamina o pasto, água e concentrado através
da urina, secreções uterinas e fetos abortados.
As leptospiras invadem, após ser depositada nas membranas mucosas ou pele lesionada.
Após um período variado de incubação (3-20 dias), as leptospiras  circulam pela corrente sangüínea.
Durante este período, multiplica-se no fígado, baço, rins, trato reprodutor, olhos e SNC. Anticorpos sorológicos aglutinantes podem ser detectados, concomitantemente com as leptospiras presentes na corrente sangüínea. O aparecimento de anticorpos circulantes coincide com a eliminação de leptospiras na maioria dos órgãos. As leptospiras podem permanecer nos rins e trato urinário, podendo ser eliminadas, por semanas a meses, após a infecção. Nos hospedeiros de manutenção, as leptospiras podem persistir no trato genital e, menos comumente, no líquido cefalorraquidiano e humor vítreo.
A forma mais comum de leptospirose aguda em vacas leiteiras caracteriza-se por: febre
transitória, marcada queda brusca na produção leiteira, a qual pode perdurar de 2 a 10 dias.
O leite apresenta consistência de colostro com coágulos espessos de coloração amarelada e contagem alta de células somáticas. O úbere apresenta textura uniformemente macia.
TRATAMENTO
Animais com leptospirose aguda podem ser tratados com estreptomicina (12,5 mg / kg 2X
ao dia, durante 3 dias) ou tetraciclinas (10-15 mg / kg 2X ao dia, durante 3 - 5 dias). O tratamento com estreptomicina pode ser combinado com ampicilina ou com grandes doses de penicilina G. As leptospira  podem ser também altamente suscetíveis a eritromicina, tiamulina e tilosina, embora esses antimicrobianos não tenham como objetivos o tratamento de portadores renais. Uma única dose de estreptomicina (25 mg / kg) poderia remover o portador renal crônico causado pela Leptospira Pomona e outros  antígenos; infecções crônicas pela Leptospira Hardjo tipo Hardjo-prajitno podem resistir ao tratamento. Oxitetraciclina injetáveis de longa duração, na dose de 20 mg / kg ou amoxacilina, na dose de 15 mg / kg com 2 injeções (48 h de intervalo) pode substituir a estreptomicina no tratamento das infecções crônicas.
VACINAS
A imunidade é antígeno  específica. Vacinas polivalentes estão disponíveis no mercado,
contendo os antígenos  mais endêmicos para esse rebanho ou região. Algumas vezes, as vacinas utilizadas em determinada região do mundo são vendidas para outra, podendo não causar proteção contra o antígeno  local. Alem disso, algumas bacterias podem conter antígenos  não associado com a enfermidade na região. Diferentes vacinas variam em eficácia e falhas vacinais podem ocorrer.
Nos rebanhos fechados estão indicadas a vacinação anual de todos os bovinos com
Anticorpos  apropriadas, ou 2 vacinações anuais em rebanhos abertos.
A vacinação pode ser combinada com o tratamento antimicrobiano se houver risco de surto.
Animais novos introduzidos no rebanho devem ser vacinados antes de sua entrada e tratados com dihidroestreptomicina (25 mg / kg; IM; 2 doses com intervalo de 10 dias). Oxitetraciclina de longa ação (20 mg / kg; IM; 2 doses com intervalo de 10 dias) ou amoxacilina (15 mg / kg; IM; 2 doses com intervalo de 48 horas) para eliminação da maioria dos portadores renais crônicos.
Os bezerros devem ser vacinados com idade acima de 4-6 meses e reforço, após 4 semanas
e, só então, imunizados com uma dose anual única. A imunização deverá ser realizada com
bacterina anualmente, pois a resposta aglutinante é de curta duração e de baixos títulos, podendo progressivamente reduzir e, eventualmente desaparecer.
A vacinação de animal infectado não impedirá a eliminação de leptospiras pela urina, mas
freqüentemente, aumenta os títulos de anticorpos. A comercialização de reprodutores fica
prejudicada e os animais impedidos de serem utilizados na inseminação ou exportados quando são reagentes (títulos baixos) e o tratamento, geralmente não altera esses títulos.
A baixa sensibilidade dos testes de aglutinação na detecção dos portadores do antígeno
Hardjo e as recomendações do Código Internacional Zoo-sanitário (OIE) para a importação de
animais domésticos sugerem o tratamento com antimicrobianos desses animais, antes de qualquer tipo de movimentação ou testes sorológicos. A regulamentação geral deve ser mudada, especialmente nas criações de touros e exportação de animais, permitindo o controle, através da combinação de vacinação com tratamento antimicrobiano e o uso de testes na detecção de portadores.
A imunização, utilizando sorovares acidentais produz excelente proteção contra o desafio.
Observações de campo têm mostrado que a vacinação com o sorovar Hardjo reduz as perdas
reprodutivas assim como a leptospirúria. Entretanto, uma série de estudos experimentais e dados de campo no EUA têm mostrado que a vacinação com vacinas disponíveis nos  EUA não previnem a infecção renal e eliminação urinária ou infecção fetal com sorovar Hardjo-bovis. Entretanto um estudo semelhante conduzido com vacina com sorovar Hardjo produzida na Austrália (CSL) mostrou boa proteção contra a infecção; contra a eliminação urinária seguida do desafio com cepa isolada do sorovar Hardjo, nos Estados Unidos.
As razões para essas diferenças na eficácia das vacinas, contendo o sorovar Hardjo  inclui:
Composição vacinal, Condições domésticas, Patogenicidade da amostra prevalente na região.

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Vacinação contra raiva canina

A raiva é uma doença infecto contagiosa aguda e fatal, caracterizada por sinais nervosos, apresentados por agressividade e por semi-paralisia ou paralisia. Possui um tempo de incubação que pode aparecer de um a três meses. É uma doença causada por um vírus da família rhabdoviridae, gênero Lyssavirus. A transmissão dá-se do animal infectado para o sadio através do contato da saliva por mordedura, lambida em feridas abertas, mucosas ou arranhões. Outros casos de transmissão registrados são a via inalatória, pela placenta e aleitamento e, entre humanos, pelo transplante de córnea. Infectando animais homeotérmicos, a raiva urbana tem como principal agente o cão, seguido pelo gato; na forma selvagem, esta se dá principalmente por lobos, raposas, coiotes e nos morcegos hematófagos.

A raiva pode ser prevenida vacinando os animais domésticos com outro tipo de vacina. A vacina para humanos pode em casos raros resultar em meningoencefalite alérgica moderada, logo ela só é recomendada em ocupações de alto risco, como por exemplo, para veterinários, ou em indivíduos que foram mordidos recentemente por animais possivelmente infectados. A vacina contra a raiva deve-se ao célebre microbiologista francês Louis Pasteur, que a desenvolveu em 1886. A vacina utilizada de rotina nos programas de saúde pública no Brasil desde 2003 é a Vacina Purificada de Células Vero. Esta vacina foi desenvolvida na França, na década de 80, faz parte da moderna geração de vacinas contra raiva e é considerada muito segura e potente. No Brasil, é importada pelo Instituto Butantã, em São Paulo, e distribuída e utilizada em todo o país pelo Ministério da Saúde.
A vacinação funciona melhor quando dada em um animal saudável (tratado contra vermes, com alimentação correta - se filhote, com suplementação de cálcio, fósforo, sais minerais e vitaminas), criado de maneira correta para sua raça e seu tamanho, com instalações adequadas para ele em casa (ter abrigo contra frio, chuva, sol direto, etc. A vacina é, para o animal, como se fosse injetado nele um molde para fabricar defesas (anticorpos) contra doenças. Ele mesmo poderia fabricar esses moldes, mas algumas doenças são tão rápidas que até o organismo do animal conseguir fabricar essa defesa, seu organismo já foi muito atacado pela doença e o animal pode morrer. Então, o que geralmente se faz contra essa doença é dar esse molde ao corpo do animal e quando a doença chegar, ele já estará com sua defesa preparada. Se o corpo do animal estiver saudável, ele usa esse molde e fabrica uma boa defesa. Se o animal estiver apenas razoável, ele só conseguirá fabricar uma defesa razoável.

As vacinas fazem parte de uma estratégia de tratamento essencial que é realizado no primeiro ano de vida do animal, principalmente para que o cão cresça saudável e bonito. Sendo feito isso, os outros anos serão só de manutenção. Esses cuidados, no seu primeiro ano, são as vacinas, tratar o animal contra vermes, dar a alimentação correta, suplementar com cálcio, fósforo, sais minerais e vitaminas se necessário, e a avaliação mensal do veterinário, principalmente nos quatro primeiros meses de vida. Indica-se a primovacinação a partir dos três meses de idade. A dose de reforço deve ser administrada 30 a 45 dias após a administração da dose inicial. A revacinação periódica deve ser anual.

Devido à grande dificuldade de triagem dos animais em postos de campanha de vacinação, recomenda-se vacinar todos os animais levados aos postos, independente da faixa etária e das condições gerais de saúde. É importante orientar os proprietários de animais primovacinados para que providencie uma dose de reforço posteriormente, além das vacinações periódicas em posto fixo, clínicas ou outros serviços credenciados.
Por falha vacinal pode-se entender um deficiente estímulo imunológico, determinado por um produto elaborado com a finalidade de proteger um organismo vivo contra um agente etiológico específico.

As falhas vacinais podem se originar de fatores interligados à vacina e ao próprio organismo animal ao qual for administrada, constituindo falhas reais do produto e de fatores interligados à conservação e à manipulação, constituindo falhas aparentes do produto.

São falhas aparentes das vacinas contra a raiva:

1. Administração a animais em período de incubação de raiva, que evoluem para o quadro da doença. Os estímulos imunogênicos podem ter ocorrido tardiamente, não impedindo a progressão do vírus rábico para o sistema nervoso central.

2. Administração de volume menor que o recomendado pelo laboratório produtor. É o que se observa quando persiste a prática de vacinar gatos com 1 ml da vacina Fuenzalida & Palácios, sem que haja qualquer orientação técnico-científica para esta conduta.

3. Conservação a temperaturas inadequadas ou com oscilações intensas. Apesar de a vacina contra raiva, do tipo Fuenzalida & Palácios, apresentar boas características de termo-estabilidade, podem ocorrer importantes alterações de potência ou na qualidade do material componente da suspensão, quando do congelamento ou da elevação da temperatura a níveis superiores aos recomendados.

4. Inadequada limpeza e esterilização dos equipamentos e materiais utilizados para a manipulação da vacina, alterando e/ou deteriorando as características dos componentes da vacina, podendo favorecer a transmissão de germes patogênicos.

5. Aplicação da vacina por via ou local contra-indicado. Muitas vezes, se for administrada com imperícia, pode ocorrer à transfixação da pele ou perfuração de órgãos abdominais.

6. Uso da vacina em animais de espécies diferentes daquelas para as quais o produto foi produzido. De acordo com a espécie animal, as vacinas possuem potências específicas, são desenvolvidas em substratos próprios, além de apresentarem conservantes e componentes adequados para um estímulo imunogênico compatíveis com os resultados esperados.

As falhas reais imputadas às vacinas contra a raiva podem ser resumidas em:

a) Por deficiente resposta imune do animal

• Administração em animais imunocomprometidos ou imunodeprimidos, como por exemplo quando em tratamentos medicamentosos com corticóides ou outros imunossupressores, na evolução de quadros deleucemia ou de outros tipos de quadros patológicos graves ou quando houver alta infestação parasitária, como no caso de toxocariose em cães e gatos jovens.

• Administração em animais que apresentem imunidade passiva, como por exemplo por terem recebido anticorpos anti-rábicos de origem materna, através de via transplancentária ou da lactação.

b) Por problemas do produto

• Produção de vacina com cepas não prevalentes. As cepas do vírus rábico utilizadas obedecem às recomendações de organismos de referência internacionais, sendo comprovadamente eficazes para desenvolvimento de imunidade contra o vírus rábico.

• Inativação de vacinas produzidas com vírus atenuados, por conservação inadequada. No caso de vacinas contra a raiva, resíduos de sabões, detergentes ou outros solventes de gorduras, em seringas, agulhas ou demais equipamentos utilizados para administração, alteram o vírus rábico.

• Uso de vacinas com prazo de validade vencido, determinado pelo laboratório produtor.

• Uso de vacinas ineficazes, com potência inadequada para a produção do estímulo antigênico esperado, promove pouca ou nenhuma reação do sistema imune individual.

FALHAS VACINAIS



Casos especiais devem ser tratados como especiais. O ideal é levar o animal ao veterinário assim que é pego para se fazer uma avaliação do animal e ser dada orientação de como tratá-lo. A seguir, para finalizar, listo uma série de bons motivos para seu animal ser vacinado, e corretamente:

• a vacina é mais barata que o preço de um tratamento e mais garantida, pois enquanto ela protege, um tratamento tenta curar (e às vezes consegue, e outras não)

• o animal estar saudável não é sinal que ele não vá adoecer, nós quando pegamos gripe estávamos saudáveis antes.

• ter dó de vacinar o animal não é contraditório? Não é pior ele adoecer?

• se você pagou caro por um cão, proteja seu investimento e o vacine. Você não coloca alarme no seu carro? Pois é.

• clínica veterinária não é só local para curar doenças, é local também para preveni-las e evitá-las.

A vacina não é tão cara se você imaginar que ela ajudará seu animal a se manter saudável. É mais barato prevenir que remediar.


Referências:
http://www.scielosp.org/pdf/rsp/v28n1/11.pdf
http://www.pasteur.saude.sp.gov.br/informacoes/manuais/manual_3/manual_04.htm
http://www.homeopatiaveterinaria.com.br/vacinaci.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Raiva_%28doen%C3%A7a%29

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Vacinação em aves de corte

Programas de vacinação para frangos de corte não são utilizados com freqüência uma vez que o ciclo de vida de um lote é curto. No entanto, todas as aves devem ser vacinadas contra a doença de Marek no primeiro dia de vida. Em frangos de corte, as principais viroses que podem ser controladas através de vacinação são: a doença de Marek, a doença de Gumboro, doença de Newcastle, bronquite infecciosa das aves e varíola aviária. O controle da coccidiose deve ser feito pela vacinação na primeira semana de vida das aves ou pela adição de quimioterápicos na ração durante o período de cria e recria.
   
A vacinação incorreta ou inadequada pode ser tão prejudicial quanto não vacinar. Para que seja realizada com sucesso é necessário planejá-la com antecedência, observar o prazo de validade das vacinas, manejá-las corretamente quanto à via de aplicação, diluição, conservação (conservá-las a 4ºC) e evitar a incidência direta do sol na vacina. Recomenda-se vacinar em horários com temperaturas amenas evitando-se estressar excessivamente as aves. Aves doentes não devem ser vacinadas. Todos os aviários devem ter uma ficha de controle com o histórico do lote em que constem informações sobre as vacinações.

A administração de vacinas via água de beber é um método bastante prático para a vacinação de grandes quantidades de aves por exigir menor manipulação. No entanto, está sujeito a erros inerentes à preparação e  administração devendo ser observados os seguintes cuidados:



Cuidados antes da vacinação
•  Planejar a vacinação com antecedência e seguir corretamente o cronograma de vacinação estabelecido pelo médico veterinário.

•  Observar o prazo de validade das vacinas e manejá-las corretamente quanto à diluição, a via de aplicação e conservação.

•  Conservar as vacinas ao abrigo da luz e calor e atender as prescrições do fabricante quanto às temperaturas e modo de conservação.

•  Vacinar somente aves sãs e evitar assustá-las.

•  As vacinas devem ser preparadas exclusivamente no momento de seu uso e serem administradas até duas horas após terem sido reconstituídas.

•  Verificar a disponibilidade de bebedouros, em número suficiente, para que ao menos dois terços (2/3) da aves tenham acesso á vacina ao mesmo tempo.

•  Lavar encanamentos e os bebedouros, eliminando toda sujidade, excrementos e limo, com água pura, sem usar desinfetantes ou medicamentos.

•  Retirar desinfetantes (Cloro) e medicamentos da água de bebida no mínimo 24 horas antes da vacinação.

•  Vacinar em horários com temperaturas amenas, especialmente pela manhã.

•  Para estimular a sede nas aves e reduzir o tempo de consumo da água com a vacina, aplicar o artifício chamado “jejum hídrico” (corte no fornecimento de água para as aves antes da aplicação da vacina).

•  De acordo com a temperatura ambiente recomenda-se o corte de disponibilidade da água, com uma hora (em clima quente) ou duas horas (em temperatura amena), antes da vacinação.

Cuidados durante a vacinação

•  Não utilizar recipientes de metal para preparar ou distribuir a vacina. Utilizar somente recipientes plásticos.

•  A adição de dois gramas de leite em pó desnatado por litro de água antes da diluição da vacina (2g/Litro água) ou pastilhas inativadoras de cloro, que são formas para estabilizar e proteger a solução vacinal do choque físico causado pela diluição do vírus numa grande quantidade de água.


•  Reconstituir o conteúdo do frasco com a vacina seca em um recipiente menor, com água sem cloro ou qualquer outro desinfetante nem medicamentos agitando-o suavemente .


•  Adicionar a vacina reconstituída ao volume total de água , evitando fazê-lo diretamente na caixa d’água.

 •  Distribuir a água com a vacina reconstituída e diluída corretamente nos bebedouros .

 •  A quantidade de água para diluir a vacina a ser preparada varia em função da idade das aves e a temperatura ambiente no momento da vacinação .

•  Toda a água contendo a vacina deve ser consumida no máximo duas horas após a administração observando-se que todas as aves tenham tido acesso.
Cuidados após a vacinação


•  Fornecer água, sem desinfetante imediatamente após o término da vacinação e somente 24 horas após recolocar o desinfetante.
•  Não armazenar a vacina após o frasco ter sido aberto.
•  Após a vacinação proceder à destruição e incineração dos frascos e qualquer conteúdo não utilizado.
•  No caso de quebra do frasco de vacina viva, desinfetar imediatamente o local e depositar os detritos em local apropriado.
•  Usar todo o conteúdo do frasco de vacina e queimar o recipiente e todo o conteúdo não utilizado.
•  Observar o período de carência da vacina, para consumo de aves e ovos, conforme as orientações do fabricante.
•  Todo e qualquer medicamento, inclusive as vacinas, devem ser mantidas fora do alcance de crianças e animais domésticos.
•  Todos os aviários devem ter uma ficha de acompanhamento técnico do lote.

Fonte :"Como e porque vacinar matrizes,frangos e poedeiras"- www.cnpsa.embrapa.br
Fotos: Fátima R. F. Jaenisch

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Febre Aftosa


A febre aftosa é produzida por pelo menos seis tipos de vírus diferentes, classificados como A,O,C,SAT-1,SAT-2 e SAT-3 (sendo os três últimos isolados na África e os demais de ampla disseminação). A imunidade contra um deles não protege contra os outros. Além disso, constataram-se alguns subtipos dos vírus citados, que causam ataques mais graves que outros e alguns que se propagam mais facilmente. Esta complexidade apresenta um aspecto muito desfavorável, pois um animal atacado por um tipo de vírus, embora ofereça resistência ao mesmo, é ainda suscetível aos outros tipos e subtipos.

Não há transmissores de aftosa, o vírus é vinculado pelo ar, pela água e alimentos, apesar de ser sensível ao calor e a luz. Ela é altamente contagiosa, ataca a todos os animais, porém os de casco fendido são mais suscetíveis, principalmente bovinos, suínos, ovinos e caprinos, e de forma menos significativa os carnívoros e mamíferos sem casco. Os animais solípedes (equinos) são resistentes. Ela pode ocorrer em todas as idades, independente de sexo, raça, clima, etc.

O Vírus se isola em grandes concentrações no líquido das vesículas que se formam na mucosa da língua e nos tecidos moles em torno das unhas. O sangue contém grandes quantidades de vírus durante as fases iniciais da enfermidade, quando as vesículas arrebentam, o vírus passa à saliva e com a baba infecta os alojamentos, os pastos e as estradas onde passa o animal doente. Resiste durante meses em carcaças congeladas, principalmente na medula óssea. Dura muito tempo na erva dos pastos e na forragem ensilada. Persiste por tempo prolongado na farinha de ossos, nos couros e nos fardos de feno. Por esse motivo a febre aftosa é uma doença extremamente infecciosa.


Muitas vezes o contágio é indireto, através de alimentos, água, ar, pássaros e também por pessoas que cuidam dos animais doentes as quais levam o vírus em suas mãos, roupas ou calçados. Nos animais infectados naturalmente, o período de incubação, varia de dezoito horas e três semanas.
No Brasil a vacinação periódica dos rebanhos, assim como a vacinação de todos os bovinos antes de qualquer viagem, é administrada para controlar a disseminação dessa doença. Em geral a vacina contra a febre aftosa é aplicada, de 6 em 6 meses, a partir do 3º mês de idade. Na aplicação devem ser obedecidas as recomendações do fabricante em relação à dosagem, tempo de validade, método de conservação e outros pormenores. 

Conservação Adequada das Vacinas:
Conservadas na temperatura entre 2 e 6 graus, em geladeiras domésticas ou em caixas térmicas com gelo (é muito importante a conservação, pois tanto o congelamento quanto o calor inutilizam a eficiência da vacina);
O transporte das vacinas do revendedor até a propriedade deve ser sempre feito em caixas térmicas com gelo; 

A dose a ser aplicada em cada animal deve ser aquela indicada no rótulo da vacina. Uma dosagem menor do que a indicada pelo fabricante não vai oferecer aos animais a proteção desejada;
Não devem ser utilizadas agulhas muito grossas, pois a vacina pode escorrer pelo orifício deixado no couro do animal pela agulha e em conseqüência, diminuir a quantidade de vacina aplicada;
A vacina deve ser aplicada embaixo da pele;
Os animais sadios deverão ser sempre vacinados, pois os doentes ou mal-alimentados, não respondem bem à vacinação e, nesses casos, é conveniente procurar orientação com o Médico Veterinário.
Os efeitos da vacina somente aparecem depois de 14 a 21 dias de sua aplicação. Se os animais apresentarem a doença antes desse prazo, é sinal que já estavam com a doença quando foram vacinados, mas ainda não tinham manifestado seus sintomas.

Vacina contra a Febre Aftosa Pfizervac® Oleos:

Uso Veterinário

Composição:
Cada dose contém: Antígenos purificados e inativados O1 Campos, A24 Cruzeiro, C3 Indaial; emulsificados em óleo mineral.

Indicação:
Imunização dos bovinos e bubalinos contra a febre aftosa.

Via de aplicação:
Subcutânea ou intramuscular.

Modo de usar e dose:
Agitar o frasco antes de usar. Administrar a dose de 5 mL em bovinos ou bubalinos, através da via subcutânea ou intramuscular, na região da tábua do pescoço (terço médio).

Esquema de vacinação:
A vacinação deve ser efetuada até 4 meses de idade, revacinando-se os animais primovacinados aos 90 dias após e daí em diante de 6 em 6 meses.
A critério das autoridades sanitárias e sob a responsabilidade das mesmas, outros esquemas de vacinação poderão ser adotados.

Reações pós-vacinais: Reações alérgicas do tipo hipersensibilidade podem ser observadas em animais vacinados e dependem da sensibilidade individual.
Conservar em temperatura entre 2ºC e 8ºC.
Licenciado no Ministério da Agricultura sob o n.º 3182 em 28/02/89.
Apresentação: Frascos com 50 mL (10 doses) e 250 mL (50 doses).
Implicações técnicas da vacinação na resposta imune contra o vírus da febre aftosa

Referencias:
http://www.agromundo.com.br/?p=4302
http://www.intervet.com.br/doencas/aftosa/030_sintomas.aspx
http://www.saudeanimal.com.br/aftosa.htm

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Algumas vacinas suas propriedades e ações

Vacina parvovirose (imunização): A única maneira para se controlar a parvovirose canina é por meio de um programa de imunização eficiente. As vacinas não devem proteger somente o indivíduo, mas também a população, evitando a eliminação de vírus quando o animal sofre uma exposição ao vírus de campo. Desde que seja provável que o parvovirus canino continue a circular na população indefinidamente, a imunização contra a parvovirose deve ser incluída no programa rotineiro de vacinação.

Antes de comentarmos o esquema de vacinação, devemos ressaltar o papel dos anticorpos maternos na proteção dos filhotes e sua influência sobre a vacinação. Os níveis de anticorpos maternos (adquiridos pelo colostro) nos filhotes variam de acordo com os níveis de anticorpos encontrados na cadela. Quanto mais alto for o título de anticorpos da cadela, mais altos serão os títulos encontrados nos filhotes e, portanto, mais duradoura será a imunidade passiva. No entanto, como o nível da cadela pode ser variável, a duração da imunidade passiva também será variável. Têm se encontrado filhotes que com 6 semanas de idade já não apresentam títulos detectáveis, e filhotes que mantiveram títulos até a 18ª semana de idade. Se o animal for vacinado e ainda apresentar títulos de anticorpos, esses vão inutilizar a vacina. Assim, para se ter a certeza de uma eficiente imunização em filhotes, deve-se dar a primeira dose entre 6 e 8 semanas de idade, a segunda entre 10 e 12 semanas e a terceira entre 16 e 18 semanas de idade. A revacinação deve ser anual. Para assegurar uma boa imunidade aos filhotes, deve-se vacinar as cadelas antes da cobertura. Não se deve vacinar cadelas prenhes, apesar de não existirem evidências de interferência sobre o desenvolvimento normal do feto.

Existe uma grande diferença em imunizar e vacinar o seu animalzinho. Vacinar o animal é apenas o ato de aplicar a vacina. Já imunizar seu animal é diferente.Imunizar o seu animalzinho significa fazer com ele desenvolva defesas contra determinadas doenças. A vacinação deve sempre ser feita por um médico veterinário, isso porque para que o seu animal seja imunizado há a necessidade de uma avaliação prévia para saber se o animal responderá a essa vacina. Outros fatores como a composição de vacinas,( vacinas encontradas em loja são diferentes das encontradas em clínicas veterinárias) e as condições sobre as quais as vacinas são armazenadas(temperaturas entre 2 e 8°C) além de métodos de aplicação e assepsia.

As vacinas têm diferentes maneiras de formulação, são compostas por vírus mortos ou apenas um pedaço do vírus que são as vacinas inativadas ou com vírus vivos que são alterados e não causam a doença. Esses pedaços ou vírus inteiros entram no corpo do animalzinho que reconhece como um agente estranho, estimulando a produção dos anticorpos que combatem doenças específicas e criam uma memória no sistema imunológico que acelera essa produção quando o organismo é de fato atacado pelo agente causador da doença.

Os filhotes são protegidos, inicialmente, pelos anticorpos contidos no colostro da mãe, cerca de 90% dos anticorpos são transmitidos aos filhotes nas primeiras 24 horas de vida.

Com 42 dias de vida em cães e 60 dias em gatos é que começa o esquema de vacinação.

Esquema de Vacinação de Cães:
42 dias (6 semanas) Recombitek
63 dias (9 semanas) Recombitek
84 dias (12 semanas) Recombitek + Pneumodog
105 dias (15 semanas) Rabisin-I + Pneumodog
Recombitek: Parvovirose, Cinomose, Hepatite, Traqueobronquite, Coronavirose, Parainfluenza e Leptospirose
Pneumodog: Parainfluenza Adenovírus Tipo 2 e Bordetella bronchiseptica

Esquema de vacinação de gatos:
60 dias Feline IV
90 dias Feline IV
120 dias Feline IV + Rabisin-I
Feline IV: Rinotraqueíte, Panleucopenia, Clamidiose e Calicivirose

Até completar o esquema de vacinação é importante que não se exponha o filhote, não saindo com ele à rua.

Considera-se o filhote imunizado 15 dias após a última vacina.

A reaplicação da vacina anualmente é recomendada pois, tanto os filhotes como os animais mais velhos podem contrair a doença novamente.

O parvovírus é altamente resistente a desinfecção doméstica, o parvovírus tem a sua resistência aumentada em locais em que não a incidência de luz solar diariamente.

A parvovirose não deixa sequelas e o animal curado ganha peso e volta a se desenvolver. Porém, apesar de contarmos com recursos como soro e plasma hiperimunes, que conferem ao animal anticorpos já prontos no tratamento da parvovirose, ela é uma doença que ainda mata muitos filhotes.

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Parvavirose e suas características

No fim do ano de 1978, uma nova doença viral de cães, caracterizada por diarréia hemorrágica severa e vômitos, foi reconhecida.
A doença causada por um parvovírus manifesta-se de duas formas, que são a forma entérica e a forma miocárdica. A forma entérica é mais freqüentemente reconhecida, por mostrar sinais evidentes. A forma miocárdica é geralmente diagnosticada no post-mortem, pois a maioria dos animais morre subitamente sem mostrar sinais clínicos.
Onde a doença se originou e por que ela apareceu subitamente e quase que espontaneamente em várias partes do mundo ao mesmo tempo não é sabido. Tem sido sugerido que, devido à semelhança antigênica com o vírus da panleucopenia felina, o vírus da parvovirose canina seja um mutante de uma linhagem de campo do vírus felino.

Patogênese

As fezes contaminadas são a fonte primária de infecção da parvovirose canina. Após a exposição oral, o vírus se localiza e infecta os linfonodos regionais da faringe e tonsilas (amígdalas). A partir desse evento o vírus ganha a corrente circulatória (fase de viremia) e invade vários tecidos, incluindo o timo, o baço, os linfonodos, a medula óssea, os pulmões, o miocárdio e finalmente o jejuno distal e o íleo, onde ele continua a se replicar. A replicação causa a necrose das criptas do epitélio do intestino delgado, com eventual destruição das vilosidades. O vírus também pode causar lesões em outros órgãos que invade, contribuindo para múltiplos sintomas como linfopenia (medula óssea), miocardite (coração) e sinais respiratórios (faringe).

O parvovírus tem sido isolado de conteúdo intestinal e fezes de cães afetados. O mesmo vírus causa as duas formas da doença. O vírus somente se multiplica em tecidos em rápido crescimento.
Até cerca de quatro semanas de idade, o crescimento do epitélio intestinal é muito lento, se comparado com o tecido do coração, mas à medida que o cão envelhece (acima de 5 semanas de idade) a infecção se estabelece no intestino, levando à enterite.

Como mencionamos acima, alterações no músculo cardíaco em infecções subclínicas podem predispor ao aparecimento de doenças cardíacas quando o animal tiver mais idade.

Forma Entérica

A doença normalmente se apresenta como um episódio gastroentérico severo, altamente contagioso e às vezes hemorrágico em filhotes (com mais de 3 semanas de idade). Os animais afetados apresentam inicialmente vômitos profusos para depois desenvolver uma diarréia severa. Em muitos casos, os animais afetados podem se desidratar rapidamente e morrer 24 ou 48 horas após o aparecimento dos sintomas.
Os sinais clínicos geralmente aparecem de 2 a 4 dias após a exposição inicial (infecção). No começo do curso da doença (de 1 a 3 dias após a infecção), ocorre uma profunda viremia antes do aparecimento da gastroenterite, e a temperatura do animal pode estar bem alta. É durante a fase virêmica que uma profunda leucopenia, especialmente linfopenia, pode ser observada.
A leucopenia se transforma rapidamente em leucocitose devido a infecção secundária por bactérias, à medida que os sinais clínicos se tornam mais evidentes. Durante a fase clínica da doença (do 4º ao 10º dia após a infecção), grandes quantidades de vírus são eliminadas nas fezes. A fase de eliminação do vírus não é muito longa e dura de 10 a 14 dias.

A medida que a doença evolui, a temperatura geralmente volta ao normal, antes de se tornar subnormal, quando então o animal morre por choque. Durante a fase de recuperação, os sinais clínicos regridem rapidamente dentro de 5 a 10 dias depois de seu aparecimento. É possível que cães recuperados possam apresentar a forma miocárdica em uma idade mais avançada, devido às lesões iniciais causadas no músculo cardíaco. No exame histopatológico dessa enfermidade, encontramos alterações muito semelhantes àquelas encontradas na panleucopenia felina. O exame post-mortem revela lesões no trato gastrointestinal que são morfologicamente idênticas àquelas vistas na panleucopenia felina.

Forma Miocárdica

A doença se apresenta como uma miocardite em filhotes afetados (de 3 a 8 semanas) e raramente em cães adultos. Cães que se recuperam de forma entérica podem ser afetados mais tarde, durante a vida, pela forma miocárdica. Isso também pode ocorrer em cães que apresentaram uma doença subclínica. Em casos típicos, filhotes aparentemente sadios morrem subitamente ou minutos após um período de angústia. Os filhotes aparentemente sucumbem de edema pulmonar, atribuído a falha cardíaca. Nos cães que são afetados mas não sucumbem imediatamente, nota-se ao exame radiográfico uma cardiomegalia. Os sinais clínicos são devidos a ataque do miocárdio pelo vírus e subseqüente degeneração e inflamação do músculo cardíaco. É possível que a miocardite em filhotes resulte de infecção neonatal ou intrauterina do feto.

Inativação do Vírus
O parvovírus é muito resistente às intempéries do meio ambiente. Uma vez que o local esteja contaminado, fica muito difícil eliminar o vírus. Acredita-se que o vírus possa sobreviver por mais de seis meses em condições normais de temperatura e umidade no meio ambiente. A maneira mais eficiente de desinfecção é o uso de formalina a 1% ou de hipoclorito de sódio a 5,25% diluído na proporção de 1:30 em água. Deve-se minimizar o contato do animal susceptível com cães afetados e suas fezes.

A Parvovirose é uma das viroses mais conhecidas e mais contagiosas entre os cães domésticos, sendo também chamada de Enterite Canina Parvoviral.
Ataca mais cães jovens do que adultos, pelo fato destes últimos serem mais resistentes pela imunidade naturalmente adquirida.
Apresenta alta mortalidade, cerca de 80%, principalmente entre cães jovens e de raças puras ou animais fracos ou debilitados por verminoses ou outras moléstias, inclusive carenciais.

A doença é causada por um vírus classificado entre outros que atacam ratos, porcos, gado e o homem.

Existe uma pequena possibilidade de infecção no homem pelo parvovírus aparentemente combinado com outros adenovírus, causando alterações no trato respiratório superior e olhos. Entretanto, no homem não há gravidade e conseqüências que se apresentam para os cães.

No cão, a doença se estabelece principalmente no aparelho digestivo, provocando elevação da temperatura, podendo atingir 41ºC, e em animais mais velhos pode ocorrer diminuição da temperatura. Nessa fase o animal se torna sonolento e sem apetite, logo após tem início o vômito e diarréia escura com sangue e odor fétido. Alguns animais apresentam também tosse, além de inchaço nos olhos ou inflamação da córnea (conjuntivite). A Parvovirose canina causa necrose da cripta intestinal manifestada por diarréia grave e leucopenia.

A transmissão da parvovirose se dá pela via fecal-oral pela eliminação de uma quantidade maciça de parvovírus nas fezes dos cães infectados. Como o vírus pode permanecer infeccioso por muitos meses no ambiente, a contaminação ambiental exerce um papel importante na transmissão, devendo ambientes contaminados ficarem sem receber outro animal por, no mínimo, um ano.

Os sinais da enteropatia ocorrem geralmente cinco dias após a exposição ao vírus e a virose pode infectar cães de qualquer idade, sendo que, a incidência da doença clínica é em cãezinhos entre o desmame e os seis meses de idade. Apesar de os cãezinhos mais jovens que seis semanas encontrarem-se geralmente protegidos por imunidade materna passiva, e os animais mais maduros imunizados ou soroconvertidos a partir de infecção subclínica.

Recomenda-se a vacinação protocolar de filhote (três doses de vacina) para quase todas as raças de cães, com exceção de Rotwailler e Doberman, raças bastante suscetíveis, que devem receber quatro doses de vacina contra a parvovirose.

Os sintomas clínicos da Parvovirose são:

• Anorexia, depressão, febre, vômito, diarréia fluida intratável (que pode ser abundante e hemorrágica) e desidratação rápida e progressiva;
• Nos cãezinhos muito jovens e nas raças altamente suscetíveis pode ocorrer morte geralmente atribuída à desidratação, desequilíbrio eletrolítico, choque endotóxico ou septicemia bacteriana debilitante;
• A falta de higiene, o estresse, infecções bacterianas secundárias ou intercorrentes como cinomose, coronavirose, salmonelose, campilobaciloses e parasitismo intestinal podem aumentar a severidade da enfermidade;
• A infecção intra-uterina ou pós-natal pode causar miocardite neonatal;
• Os cães adultos não imunizados podem apresentar infecções suaves ou inaparentes que resultam em soro-conversão.

É conhecida uma predisposição nas raças Rottweiler, Doberman pinscher, Pit bull, Labrador retriever, Pastor alemão, Spring spaniel inglês e cães de trenó do Alasca. É imprescindível restringir a atividade física até que o animal se recupere. O virús permanece estável no ambiente, mas pode ser destruído por uma solução alvejante (hipoclorito de sódio) na diluição de 1:30. A vacinação não produz imunidade imediata; assim, é recomendável manter os filhotes e animas suscetíveis em isolamento.

Sintomas - O parvovírus ataca o intestino e o estômago do animal, causando gastroenterite hemorrágica.

Essa doença pode ser classificada como Zoonose, por ser comum ao homem e ao cão.

Tratamento: O tratamento dos cães acometidos de Parvovirose consiste basicamente em aplicar-lhes via parenteral e mesmo oral, soluções isotônicas de sais minerais, principalmente de glicose, associadas à vitaminas (Vitamina C que ajuda a proteger as mucosas contra a agressão sofrida e Vitamina B6 que tem efeito anti-hemético) ajudando assim na recuperação do animal e prevenindo sua desidratação pelos vômitos e diarréias que são freqüentes e profusas, durante a evolução da doença. Antibióticos como a Ampicilina e o Cloranfenicol devem também ser administrados, para prevenirem ou combaterem as infecções secundárias que se associam à virose, não tendo no entretanto, qualquer ação contra o vírus causal, como é sobejamente sabido.

Prevenção: O animal doente deve ser isolado de outros animais e mesmo do homem, afim de impedir-se a propagação do mal. Para a prevenção da virose, existe Vacina especificamente preparada por cultura do vírus em ovos embrionados, vacinas essas que conferem imunidade razoável, sendo tais vacinas classificadas como de vírus vivo atenuado por passagem em meio de cultura artificial.

SUIVAC PARVOERY-IN inj. ad us. vet.

Característica do medicamento veterinário

O produto SUIVAC PARVOERY-IN é a vacina inativada bivalente contra parvovirose e erisipela suína.

Forma farmacêutica

Injeção.

Composição qualitativa e quantitativa

1 ml do produto contém:

-Princípios ativos: Parvovirus suis inactivatum min. 128 HA; Erysipelothrix rhusiopathiae inactivatum min. 10 10,0 ;

-Adjuvantes: thiomersalum max. 0,1 mg; formaldehydum solutum max. 3,0 mg; saponinum guillaiae max. 0,05 mg; emulsio olei min. 0,15 ml; solvens ad 1 ml.

Espécie alvo
Suínos.
Posologia
2,0 ml.

Sobredosagem

A dose dupla não tem efeito sobre o estado geral de saúde. A vacina é inofensiva.

Método de administração
Aplica-se por via intramuscular.

Indicações

A vacina SUIVAC PARVOERY-IN inj. ad us. vet. serve para imunização de suínos contra parvovirose e erisipela.

Contra-indicações
Não vacinar suínos com sintomas clínicos da doença.
Efeitos indesejáveis. Após vacinação pode ocorrer excepcionalmente uma elevação moderada de temperatura corporal, do caráter passageiro, ou uma reação local moderada, que desaparecerá espontaneamente.


Interações
Não conhecidas.

Uso durante a gestação e a lactação
O uso do produto não tem efeito sobre o curso da gestação e lactação. Por causa da fixação necessária dos animais, não é recomendável vacinar 2 semanas antes de e 4 semanas após o parto.

Intervalo de segurança
Zero dias.

Natureza e conteúdo do recipiente
Natureza do recipiente:Natureza do recipiente: Frascos plásticos ou de vidro são fechados com tampas de borracha e selados com cápsulas de alumínio, rotulados e inseridos em caixas de papelão junto com o folheto informativo.

Conteúdo do recipiente:

25 doses, isto é 50 ml num frasco de 50 ml;
50 doses, isto é 100 ml num frasco de 100 ml.

Prazo de validade

O medicamento deve ser consumido até à data de vencimento indicada no rótulo de cada frasco, isto é em 24 meses desde a data de fabricação. Não usar o medicamento com prazo de validade vencido.

Conservação
Conservar num local seco e escuro entre 2 e 8°C.

Advertências especiais
Aqueça a vacina à temperatura ambiente antes do uso.

Texto retirado do Curso de Cuidados clínicos em pequenos animais.
Maiores informações acesse o site: http://www.portalveterinaria.com.br/veterinaria/cursos/cursos_detalhes.asp?id=108.

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Indicações, precauções , contra-indicações e reações secundárias das vacinas

As vacinas atuais são eficazes e seguras, no entanto, podem ocorrer reações secundárias a sua administração. Os veterinários devem saber suas indicações, precauções e contra-indicações, bem como o tipo de reações secundárias que podem causar e informar aos proprietários. Eles também devem ser informados que grandes benefícios da vacinação superam, de longe, o risco de reações associadas às vacinas.
Devido à eficácia e segurança das vacinas utilizadas hoje são muito poucas contra-indicações absolutas para a vacinação. Uma contra-indicação absoluta é uma condição em que o receptor da vacina aumenta consideravelmente o risco de reações adversas graves. A vacina não deve ser administrada quando uma contra-indicação está presente.

Fatos, Mentiras e Verdades sobre vacinação canina

1. Em filhotes pequenos, 95% de sua imunização é obtida através do consumo do colostro, que é o primeiro leite produzido pela mães durante um tempo curto logo após o nascimento.
VERDADE Se a mãe é imunizada contra as principais doenças infecciosas caninas, seus filhotes também irão se proteger por 6 a 16 semanas após o nascimento se eles consumirem o colostro logo após o nascimento.

2. Fêmeas revacinadas antes da cobertura passam mais anticorpos para seus filhotes pelo colostro do que as fêmeas não vacinadas.
VERDADE Quanto mais alta for a concentração de anticorpos contra doenças infecciosas na mãe, maior será a proteção que ela passará para seus filhotes. A revacinação causa um aumento na produção de anticorpos maternos.

3. Enquanto estão presentes, os anticorpos recebidos da mãe não vão interferir com a vacinação permanente dos filhotes.
FALSO : Os anticorpos recebidos da mãe vão interferir na produção de anticorpos produzidos pelos filhotes por algumas semanas após o nascimento.

4. A via de administração (usualmente intramuscular ou subcutânea) não tem efeito no nível de proteção produzido em cães com idade para serem vacinados.
FALSO : O efeito da via de administração na resposta vacinal depende da vacina que é aplicada. Por exemplo, a vacina anti-rábica é mais efetiva se for administrada pela via intramuscular do que a via subcutânea. Com a vacina contra Cinomose, ambas as vias são igualmente efetivas.

5. Cães idosos(mais de sete anos de idade) podem ter uma diminuição na habilidade de produzir anticorpos após vacinação, então devem ser revacinados anualmente.
VERDADE Cães idosos não produzem anticorpos vacinais tão bem como cães mais jovens. A duração da proteção com uma vacinação única será mais curta em animais idosos. A revacinação anual impede que os níveis de anticorpos de proteção diminuam deixando o animal exposto a doenças.

6. A vacinação de animais que já estão doentes, irá prevenir a progressão da doença.
FALSO : A vacinação de animais doentes não irá prevenir a progressão da mesma, pois os anticorpos vacinais demoram vários dias até atingirem níveis de proteção que impeçam a progressão da doença. 7 dias a duas semanas são necessários para que o organismo produza quantidades suficientes de anticorpos para proteger os animais contra as doenças. Os anticorpos devem estar presentes antes da exposição do paciente ao agente causador da doença.

7. Filhotes vacinados devem ser protegidos do frio, pois a friagem reduz a quantidade de anticorpos produzidos após a vacinação.
VERDADE Pesquisas recentes em ninhadas separadas por sexo, idade e peso, demostraram níveis significativamente maiores de anticorpos em filhotes que não ficaram expostos ao frio durante o tempo de formação de anticorpos após a vacinação.

8. Cães não devem ser vacinados contra Cinomose, Hepatite, Leptospirose, Parainfluenza e Parvovirose, pois eles irão adquirir naturalmente imunidade.
FALSO : Todas as doenças citadas acima podem ser fatais. Quando o animal se recupera de uma desta doenças, o seu organismo pode realmente ficar imune a esta doença, mas as lesões nos orgãos e sistemas pode ser tão severas que podem predispor o animal a ter inúmeras outras doenças.

Reações secundárias

Existem três formas principais de reações secundárias: reações alérgicas locais, reações alérgicas sistêmicas (choque anafilático) e acidentes neuro-paralíticos.

A) Reações alérgicas locais
As reações alérgicas locais que podem ocorrer após a aplicação de vacinas estão associadas a presença de um adjuvante de imunidade, necessário para aumentar a resposta imunogênica. A maioria das vacinas inativadas contém adjuvantes e a reação pós-vacinal está relacionada com uma questão de sensibilidade individual. Estas reações locais se caracterizam por uma alopecia (queda de pelo) no local de aplicação da vacina, como resultado de uma paniculite granulomatosa focal ou de uma vasculite, podendo se apresentar hiperpigmentada.

B) Reações alérgicas sistêmicas (Choque Anafilático)
A anafilaxia é uma síndrome determinada por um choque sistêmico, que se manifesta minutos após a disseminação do alérgeno nos animais sensibilizados. Dentre os alérgenos que podem induzir a uma anafilaxia estão as vacinas. Os órgãos envolvidos na anafilaxia, na maioria dos animais, são o baço e os pulmões. A liberação de aminas vasoativas resulta em uma vasodilatação esplênica, colapso vascular periférico, e em casos severos, coma e morte. Os sinais clínicos incluem náusea, vômitos, diarréia, inquietação, ataxia, ataques epileptiformes, palidez das membranas mucosas, taquipnéia e taquicardia. Alguns animais podem mostrar sinais de hipersalivação, tenesmo e defecação.
A anafiaxia pode também ocorrer em formas localizadas, referidas como edema angioneurótico ou facio-conjuntival e reações urticariformes. O edema angioneurótico é tipicamente manifestado por inchaço dos lábios, pálpebras e conjuntiva, e é gerado pelo mesmo tipo de alérgeno que induz a anafilaxia sistêmica. As lesões urticariformes são lesões salientes e pruriginosas da pele, que ocorrem alguns minutos após à exposição ao alérgeno.

C) Acidentes neuro-paralíticos
São afecções nervosas desmielinizantes ou mielinoclásticas, determinantes de uma encefalomielite alérgica, cujo substrato é a desmielinização do Sistema Nervoso Central. Estas afecções têm maior importância no cão, que é mais sujeito a tais encefalites, pela frequência com que é imunizado com determinadas vacinas anti-rábicas. Está evidenciado que a substância responsável pela encefalite alérgica existe na substância branca do cérebro de mamíferos. Quando injetada esta substância, haveria a formação de anticorpos que se ligariam a uma parte não determinada da mielina, causando sua degradação e consequente estabelecimento da encefalite alérgica. Em condições naturais, o processo aparece sobretudo em animais e em seres humanos, que inesperadamente exibem sintomas de paralisia, alguns dias após à administração de suspensões de tecido nervoso (vacinas antirábicas). A afecção se inicia, comumente, por paralisia de um ou mais membros, com rápida progressão por todo o corpo. A morte é o desfecho habitual, nas formas graves da enfermidade.

Fontes:
• AtkinsonW, et al. General Immunization Practices. In: Plotkin SA, Orentsein WA,
• eds. Vaccines. 4th ed., Philadelphia, PA: Saunders, 2003: 91-122.
• Plotkin SA. Vaccines, Vaccination and Vaccinology. J. Infect Dis 2003; 187: 1349-1359
• http://www.saudeanimal.com.br/artigo100.htm

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Intervalos de tempo entre administração de doses e de vacinas.

A maior parte das vacinas requer a administração de várias doses de reforço para que o indivíduo tenha uma proteção adequada. Porém, o intervalo entre as inoculações deve ser respeitado de acordo com o recomendado no esquema vacinal.

A interrupção do esquema vacinal por longos períodos, aos previamente estabelecidos, não reduzem a concentração final dos anticorpos. Independentemente do tempo decorrido desde da última inoculação, o importante é cumprir o esquema estabelecido no prazo nacional de vacina. A administração de vacinas muito precocemente ou com intervalos inferiores aos mínimos recomendados pode diminuir a resposta imunológica. Neste caso, as doses não devem ser consideradas válidas, devendo ser administrada uma nova dose quatro semanas depois.

Caso o esquema vacinal esteja em atraso, é possível a administração simultânea do maior número de vacinas. Entretanto, é fundamental a administração em locais anatômicos diferentes. A mistura de diferentes soluções vacinais na mesma seringa é contra – indicada, pois, pode provocar reações adversas graves.

As vacinas inativadas não interferem com a resposta imunológica a outras vacinas. Assim, podem ser administradas quer simultaneamente, quer em qualquer altura, antes ou depois de outra vacina diferente, inativada ou viva.

A resposta imunológica a uma vacina viva pode, teoricamente, ser comprometida, se a mesma for administrada com menos de quatro semanas de intervalo de outra vacina viva. Assim, a administração de duas ou mais vacinas vivas deve ser feita no mesmo dia ou, então, respeitando um intervalo de, pelo menos, quatro semanas.

É importante lembrar, que a administração de vacinas com intervalos menores que os mínimos recomendados, podem diminuir a resposta imunológica. E as doses administradas em intervalos excessivamente curtos não devem ser consideradas válidas.

O encurtamento do intervalo entre doses pode ainda aumentar o número de reações adversas devidas, provavelmente, à formação de complexos antígeno-anticorpo.


Fontes:
http://sites.google.com/site/saudecanina/vacinas-e-vacinacao/v11-vacina-undecupla-imuno-vet
http://www.hipismobrasil.com.br/veterinaria/vacinacao.asp
http://webpages.fc.ul.pt/~mcgomes/vacinacao/vacinas/index.html#5
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imuniza%C3%A7%C3%A3o

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